Petrobras pode reduzir importação de gás boliviano para 12 milhões de m³/dia

(Agência E&P Brasil) O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Víctor Hugo Zamora, está no Rio de Janeiro para conversas com autoridades sobre a revisão da compra de gás pela Petrobras. O atual contrato de take or pay vence em 31 de dezembro. A Petrobras tem volume de gás comprados e não importados para trazer pelo Gasbol.

Petrobras avalia que é possível reduzir o seu contrato de importação de gás da Bolívia para uma vazão de 12 milhões a 20 milhões de m³/dia. A companhia precisa assinar um aditivo com a YPFB, estatal do país vizinho, já que os termos atuais vencem no fim deste ano.

Durante café da manhã com jornalistas nesta quarta (11), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a companhia ainda não dialoga com o atual governo boliviano e terá sua primeira conversa nos próximos dias.

O ministro de Hidrocarbonetos da BolíviaVíctor Hugo Zamora, está no Rio de Janeiro para conversas com autoridades sobre a revisão da compra de gás pela Petrobras. O atual contrato de take or pay vence em 31 de dezembro.

A imprensa boliviana afirma que Zamora trará uma proposta redução do volume de gás para algo entre 18 milhões e 24 milhões de m³/dia. Atualmente, a margem é de 24 milhões a 31 milhões de m³/dia.

“Precisamos reduzir isso e ser realistas. Podemos atingir cerca de 24 [milhões de] m³ por dia e precisamos gerar estabilidade, para que um dia eles não nos cobrem”, afirmou Zamora ao El Deber. O executivo quer evitar sanções à YPFB em caso de descumprimento da entrega de gás.

No Brasil, a preocupação é evitar que todo o gás fique nas mãos da Petrobras, o que contraria o TCC assinado com o Cade e também a política do Novo Mercado de Gás, o que pode  obrigar a ANP a fazer um gas release na chegada do gás no Brasil.

A Petrobras tem volume de gás comprados e não importados no contrato atual, o que afasta o risco de problemas no suprimento, caso a seja necessário postergar a assinatura dos aditivos.

— A imprensa boliviana afirma que Zamora trará uma proposta redução do volume de gás para algo entre 18 milhões e 24 milhões de m³/dia. Atualmente, margem é de 24 milhões a 31 milhões de m³/dia. 

— “Precisamos reduzir isso e ser realistas. Podemos atingir cerca de 24 [milhões de] m³ por dia e precisamos gerar estabilidade, para que um dia eles não nos cobrem”, afirmou Zamora ao El Deber. Preocupação é evitar sanções à YPFB em caso de descumprimento. 

— O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta quarta (11) que as negociações ainda estão paralisadas, mas a ideia é reduzir o contrato para uma vazão entre 12 milhões e 20 milhões de m³/dia.

— A preocupação das autoridades brasileiras é evitar que todo o gás fique nas mãos da Petrobras, o que contraria o TCC assinado com o Cade e também a política do Novo Mercado de Gás. Obrigaria a ANP a fazer um gas release na chegada do gás no Brasil.

— Víctor Zamora tem reuniões marcadas com a Petrobras e também com o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

Fonte: Agência E&P Brasil

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